domingo, 4 de novembro de 2012

Mulheres da Didá e a afrodescendência




Mulheres da Didá e a afrodescendência

A Banda Didá, grupo criado pelo maestro Neguinho do estará completando 17 anos no dia 13 de dezembro. A idéia da formação deste grupo partiu da necessidade de amparar socialmente e resgatar a cultura dos afros descendentes da região do Centro Histórico de Salvador.

O nome Didá significa em dialeto africano, criação, e partindo da sua busca constante por novas formas de expressão, ele formou esta banda apenas com mulheres, aliando como em tudo que fazia, a preocupação social.

Viviam Caroline, atual diretora da Didá, afirmou que neste momento, a banda concentra seus esforços nos preparativos para o Carnaval. “Nosso carnaval é uma ação solidária na qual arrecadamos, em troca da inscrição, alimentos não perecíveis, que distribuímos por diversas creches, asilos e instituições de caridade da cidade”.

Os cursos oferecidos à comunidade pela banda Didá, significam muito mais do que uma qualificação para o mercado de trabalho. Sem desprezar esta inclusão, há uma grande preocupação em resgatar a cultura afro descendente e valorizar o indivíduo. Continuando a falar entusiasmada sobre o projeto, Viviam comenta que estão preparando um curso de Costumização, elaborado a partir de pesquisas e consultas com especialistas da indumentária étnica e este será o principal aspecto a ser valorizado.

Além dos conhecidos 'fuxico' e 'retalhos', outras técnicas que ajudam a construir a imagem dos afro descendentes, serão ensinadas. “Tendo resgatado a auto estima com a valorização cultural do cidadão, procuramos capacitar os concluintes do curso, que são trinta por turma, para o empreendorismo”, conclui.

Sem disfarçar o orgulho com os projetos da Banda Didá, Viviam conta que fizeram uma parceria com a Casa da Música, na Lagoa do Abaeté e no dia 10 de janeiro de 2011 estarão realizando um evento no local.
A um ano da maioridade, a Banda merece os aplausos de todos pelo projeto que desenvolve, com a preocupação de englobar todos os aspectos necessários para o resgate cultural e inclusão social da comunidade. Principalmente, por se tratar de uma região da cidade que sofre pelo descaso e abandono total do poder público.

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